Daniella de Medeiros

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O PROFESSOR QUE ENSINA FILOSOFIA NAS RUAS

Ajudando você a seguir em frente

"Sou baiano, nasci na Cidade de Caetité. Mudei para São Paulo em 1975 com dez anos de idade. Aqui na capital paulista, a fim de ajudar no sustento de minha família, fui trabalhar nas seguintes atividades: ferro velho, sorvetes, cândida, capitalização Haspa, carnê do Baú, office-boy na VTF-Imóveis, entre outras atividades.

Em 1987, já formado em Biologia, passei a atuar na Rede Estadual de Ensino. Na Educação, assumi a função de Coordenador Pedagógico, retornando à sala de aula. Atualmente, trabalho na EE PROF. PEDRO BRASIL BANDECCHI, vinculada a DRE-LESTE 2.


A vida de um professor é repleta de histórias e experiências. Comigo não é diferente. Iniciei a carreira em 1987, lecionando Ciências e Matemática na Escola Estadual Said Murad, na Zona Leste de São Paulo. Eu sempre gostei de Ciências e, em minhas aulas, procurava despertar o interesse pela mesma aos meus alunos. A experiência que mais me recordo foi a de 1989, quando levei meus alunos para conhecer a cozinha do McDONALDs, num tempo em que não havia essa prática: "conhecer a cozinha de uma restaurante". O objetivo foi trabalhar os microorganismos e a saúde.Já em 1992, na EE Jardim das Camélias, onde junto com os meus alunos,em especial o Dangelo, numa aula de física, inventamos a primeira "Redação móvel", transformando um fusquinha 1962, numa Redação ambulante de Jornal.


Entre muitas outras experiencias,a mais marcante, também em uma aula de física, na EE Professor Pedro Brasil Bandechic, com os alunos, também adaptamos uma bicicleta, para atender as pessoas na rua, como se fosse uma escola móvel, seguindo os passos da primeira experiencia com o fusquinha 1962. Nesta aula, eu estava explicando sobre aerodinâmica, Leis de Newton, inércia … Nesta época, eu estava estudando Filosofia, pois pretendia trabalhar com o Ensino Médio, a matéria de Filosofia. Em agosto de 2009, já lecionando Filosofia, na mesma escola, falando sobre a vida de Aristóteles, foi quando, por coincidência o aluno Wilson falou: "Professor Rocha, lembra da experiência da bicicleta na oitava série? Vamos transformá-la num 'CAFÉ FILÓSOFICO MÓVEL', onde o senhor poderia ensinar Filosofia na Rua,como o Aristóteles fazia. E, assim, iniciou-se mais uma história. Com o apoio dos alunos, começamos a desenvolver o projeto do café filosófico móvel, nas imediações da escola, como experiência e verificação da aceitação e participação do público, o envolvimento dos alunos foi em cem por cento, pois envolveu também outras turmas, pois eu ainda lecionava Ciências para o Ensino Fundamental, após um semestre de trabalho, envolvendo as turmas, pude observar que o resultado do meu trabalho foi positivo, pois aproximei os alunos. Com isso, os mesmos passaram a participar mais da aulas, tanto de Ciências como as de Filosofia. Desde 2010 com a bicicleta totalmente readaptada,fomos à rua desenvolver o café filosófico móvel, projeto que serviu como base, para outras histórias,como o NEPSO, e o projeto A EDUCAÇÃO COMO DESENVOLVIMENTO LOCAL. Entre outras atividades desenvolvidas, sou editor da Folha Paulista e Mediador Judicial junto ao CEJUSC Central, no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo".